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Inflação

 

Olá Pessoal!

 

É com muita alegria que venho me juntar a essa excelente equipe de professores!

 

E para começar, vamos falar sobre um tema de economia que é bastante cobrado em prova de concurso e que tem aplicação prática no nosso dia a dia. Esse assunto inclusive será o tema central da próxima aula 01 que postarei no curso de economia e finanças públicas para o concurso do ISS-SP.

 

A galera mais velha com certeza lembra do dragão da inflação, que morou aqui no Brasil até o ano de 1994, ano em que além de ganharmos o Tetra, também foi o ano do Plano Real. O Plano Real conseguiu estabilizar os preços e a inflação, por um bom tempo, foi reduzida ao nível aproximado dos países desenvolvidos.

 

Se, por sorte, você não vivenciou a época em que os preços de quase todos os produtos eram aumentados diariamente, às vezes até mais de uma vez no mesmo dia, hoje você já pode ver que o tema aumento de preços e inflação voltou ao noticiário.

 

Infelizmente, em 2015 e 2016 voltamos a ter inflação anual próxima de 2 dígitos e sentimos mais de perto os efeitos danosos da tal de situação. Para 2017 a tendência é termos de volta o controle da inflação para próximo ao centro da meta (4.5% ao ano)

 

Mas, o que é mesmo a inflação?

 

Claro que todos nós sabemos que é o aumento de preços.

 

Mas o que é a inflação para a Teoria Econômica?

 

Pessoal, o fenômeno da inflação não é pacífico na teoria econômica no que diz respeito à sua conceituação. Em geral, o mesmo é definido como o aumento continuado, permanente e generalizado dos níveis de preços em uma economia.

 

Observem bem, o aumento de preços, para que possa ser considerado o fenômeno inflação, tem que atender cumulativamente a três requisitos:

 

Continuado /Permanente: a elevação dos preços ocorre, seja diária ou semanalmente, e a expectativa é de que vai continuar ocorrendo persistentemente;

 

Generalizado:a elevação dos preços tem que atingir todos os produtos/serviços de uma economia de forma geral.

 

MAS SE LIGUE, a inflação é o EFEITO:OS PREÇOS SUBIRAM!

 

MAS QUAIS SÃO SUAS CAUSAS?

 

TEMOS QUE CONHECER SUAS CAUSAS!

 

Ao estudar as causas inflacionárias, os economistas acabaram por tipificar a classificação da inflação em função da causa desse efeito inflacionário.

 

VAMOS conhecer as principais classificações cobradas em provas de concursos!

 

1 -  INFLAÇÃO DE DEMANDA

 

Ocorre quando a demanda agregada supera a oferta agregada por bens e serviços.

 

Em outras palavras, refere-se ao excesso de procura de produtos/serviços pelos consumidores em relação à produção disponível de bens e serviços pelas empresas na economia.

 

É aquela estória: quando tem muita gente procurando algo escasso, o preço sobe.

 

Agora imagine uma economia que não produza de um modo geral os bens e serviços na quantidade suficiente que as pessoas querem comprar.

 

O que acontece?

 

Os preços sobem de modo contínuo, persistente e generalizado.

 

Ou seja, o excesso de demanda (procura) em relação ao que é ofertado na economia, inflacionou (aumentou os preços) o mercado de bens e serviços.

 

Pode-se dizer ainda a inflação de demanda é causada pelo crescimento dos meios de pagamento, que não é acompanhado pelo crescimento da produção.

 

Ocorre apenas quando a economia está próxima do pleno-emprego, ou seja, não pode aumentar substancialmente a oferta de bens e serviços no curto prazo.

 

Ou seja, as empresas não podem produzir mais do que estão produzindo no curto prazo.

 

Suas causas podem ser as mais diversas, dentre elas, o aumento dos gastos governamentais, um choque de demanda (euforia) causado, por exemplo, pela expansão do crédito ou até mesmo o excesso de moeda.

 

2 - INFLAÇÃO DE CUSTO (OU DE OFERTA)

 

Galera, a inflação de custo ocorre quando aumento do custo de produção é repassado aos preços para o consumidor.

 

Normalmente depende de um mercado concentrado, pois quanto maior a concentração do mercado (menor concorrência), mais os empresários possuem o poder de repassar o aumento dos custos para os preços finais.

 

Em outras palavras, pode-se dizer que a Inflação de custos tem suas causas nas condições de oferta de bens e serviços na economia.

 

O nível da demanda permanece o mesmo, mas os custos de certos fatores importantes aumentam, levando à retração da oferta e provocando um aumento dos preços de mercado.

 

A inflação de custo pode ser causada, ainda, pelo choque de oferta.

 

E o que é esse tal choque de oferta?

 

O choque de oferta ocorre, por exemplo, quando fenômenos inesperados afetam a produção. Vejam a situação do preço do feijão hoje, em função da quebra da safra causada por fenômenos naturais.

 

3 - INFLAÇÃO INERCIAL

 

Pessoal, esse tipo de inflação tem sua causa no efeito psicológicodos agentes, quando acreditam na elevação dos níveis de preço e agem de tal modo que a inflação de fato se concretize.

 

É aquela estória, todo mundo acha que os preços vão subir e acabam tomando medidas nesse sentido, o que acaba por alimentar o dragão inflacionário.

 

Em outras palavras, está relacionada às expectativas dos agentes e sua memória inflacionária.

 

É comum estar presente em economias com preços indexados.

 

Pode-se dizer ainda que é a aquela em que a inflação presente é uma função da inflação passada.

 

Sua causa é, portanto, a inércia inflacionária, que é a resistência que os preços de uma economia oferecem às políticas de estabilização que atacam as causas primárias da inflação.

 

Seu grande vilão é a "indexação", que é o reajuste do valor das parcelas de contratos pela inflação do período passado.

 

4 – INFLAÇÃO MONETÁRIA

 

A inflação cuja causa é monetária, como o próprio nome sugere vem da emissão de moeda/meios de pagamentos, ou seja, é causada pelo crescimento dos meios de pagamento, que não é acompanhado pelo crescimento da produção.

 

Basicamente é a emissão exagerada e até certo ponto descontrolada de moeda por parte do governo.

 

Dentro deste contexto, a inflação da moeda é estreitamente relacionada com a inflação de demanda, pois quando o governo pratica a emissão de moeda (aumentando a base monetária) cria na população, a curto prazo, uma ilusão, uma ideia do aumento do poder aquisitivo.

 

Mas como sabemos, não existe almoço grátis!

 

Essa ilusão vem seguida de perda real de poder aquisitivo!

 

Pessoal, mas existem outros conceitos de inflação, não tão cobrados em prova, mas que é bom conhecermos.

 

INFLAÇÃO REPRIMIDA

 

A chamada inflação reprimida não seria exatamente causadora de inflação em sua essência, mas acaba por gerar mais inflação futura.

 

Nesse tipo de situação, os preços não sobem livremente como deveriam, ou sobem menos, em função de medidas governamentaisde contenção, como tabelamento de preços, racionamento, etc.

 

Alguém lembra o que aconteceu com os preços do combustível e da energia elétrica em 2015?

 

Depois das eleições de 2014, o governo que vinha reprimindo a inflação via controle de preços desde 2013, liberou os aumentos reprimidos e tivemos em média 50% de aumento.

 

Vale dizer que a inflação reprimida, no caso da energia, gerou inflação de custos em 2015.

 

INFLAÇÃO ESTRUTURAL

 

Essa daqui ocorre pela elevação dos custos de produção, porém, ao contrário da inflação de custos, é causada pela configuração da infraestrutura existente no local (estradas, transporte, energia, etc.), que afetam os custos dos processos de produção, distribuição e fornecimento.

 

Os economistas da chamada corrente estruturalista dizem que a inflação em países em vias de desenvolvimento é essencialmente causada por pressões de custos derivados de questões estruturais como a agrícola e a de comércio internacional.

 

Para eles, de modo distinto, a inflação de demanda é acarretada basicamente por uma certa defasagem entre a quantidade ofertada e a quantidade demandada, sendo esta última bem maior do que a primeira, causando dessa forma uma pressão nos preços em função de um certo patamar de demanda reprimida.

 

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Um abraço e bons estudos!

Prof. Manuel Pinon


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